A faixa amarela e a superior

 . Em 1984 a  Federação Mineira criou uma metodologia de ensino .Elaborou um regulamento para a troca de faixas, um método de forma crescente,ou seja, um da faixa branca para amarela, outro da amarela para a azul e assim por diante . Novas tecnicas acrescentadas ao  exame para a faixa seguinte  Determinou  então que  para o adulto  após a faixa branca a seguinte  seria a  faixa amarela  ,e não a  faixa azul  Entendia-se  que a faixa azul  cedida ao adulto  após a branca era um ato injusto para com o menor

 Preocupava-se com o fato de uma criança , entrada para uma academia de jiu-jitsu  digamos aos 10 anos , somente seria levada a faixa azul aos 16 anos, enquanto o adulto após um ano e pouco de treinamento já recebia a faixa azul.

 Iniciando aos  6 anos de idade na faixa branca , aos 7 estaria na faixa azul claro, aos 8 na amarela, aos 12 na laranja e depois a verde.Completando 16 anos ,desde que ininterrupto, poderia receber a faixa azul com grau ou a roxa,conforme seu curricular .O adulto após branca  direto para a azul.

 Criada a Banca Examinadora ,composta de sete dos mais elevados professores da  Federação,o  exame para a faixa preta não mais  poderia ser efetuado nas academias , somente frente a este colegiado

 Desde  então  impera este critério . O adulto inicia na faixa branca e nela  permanece  de  seis a 12  meses, presta o exame para a faixa amarela após outro mínimo de 12 meses exame para a  faixa azul  .Iniciativa proveitosa ,uma vez que  permitiu acrescentar mais uma categoria na competição  adulta .

Cumprido o período mínimo exame para  elevação  a faixa roxa, e após o tempo  exigido exame para a faixa marrom.Na marrom  permanência mínima  de 24 meses, numa preparação para  o cinturão negro . Não obstante,os  faixas coloridas, da amarela a marrom, se submetem a exame nas  academias.A federação não se intromete desde que a metodologia dos exames esteja sendo respeitada .

. Ao  completar  o mínimo de 5 anos de federado ,passando pela carência das faixas obtém o indispensável  para ser elevado a preta . Se houver deferimento a escolaridade mínima  será o 1º grau colegial, curso de arbitro lateral, serviço prestado como tal , alem do comportamento dentro e fora do tatame

No momento do exame,o candidato à faixa preta retira para si um dos pacotes de  folhas, contendo 100 técnicas, elaboradas para este fim, sorteadas  dentre as 273 técnicas 

O preparo físico demonstrado pelo candidato no correr do exame,as  resposta aos quesitos  sobre a arte , sobre conhecimentos gerais são levados em conta  O aspirante que demonstrar corretamente as  100  técnicas sorteadas, obterá nota máxima e mérito pela Banca  . Porem,se obter  nota abaixo da mínima- 59  não será elevado a preta . Entretanto, desde que esteja competindo regularmente  soma-se a seu favor  até 7 pontos para completar os 59 .  Ser mesmo assim ficar  abaixo do mínimo será  reprovado.Fará novo exame em data determinada

Nota-se que há um regular espaço para o candidato, mesmo considerando os erros inevitáveis.Tecnicas parecidas e exibidas tem valor inferior a técnica exigida. . Se a graduação pretendida for o 3ª grau ( professor e supervisor ) então  a escolaridade mínima  exigida será o 2º grau completo ,alem de  planos de aulas , de ginástica preparatória , de primeiros socorros incluindo o kuatsu.

Como se vê a Federação Mineira não brinca frente a um assunto tão sério como a concessão da faixa preta. Alem destas exigências o  aspirante  já esta sendo observado . Desde 1984 nenhuma faixa preta   foi concedida ao marrom sem o necessário exame ,mesmo se tratando do melhor competidor.  Somente do 4º grau em diante este exame torna-se dispensável ..

Com o correr do tempo  a maioria dos  demais estados criaram suas federações , surgiram  confederações .  A  federação mineira tem apelado com veemência  para que todas as federações tenham a sua Banca Examinadora  e passem a outorgar a faixa preta somente sob exame. Entretanto, professores e academias  continuam  autorgando a faixa preta ,sendo  até reconhecidas por federações e confederações, exceto pela FMJ-J . 

 De nossa parte continuamos aguardando que as confederações se entendam  pelo menos para a criação  de um método único para exame a preta ,convidando  as federações para a  assinatura deste tratado.Naturalmente indispensável a presença da FMJ-J ,a primeira a  criar uma metodologia e uma Banca Examinadora.

 Se ainda é coisa  difícil , é  porque  continua  ausente  o interesse  de poucos em beneficio de tantos !

                                                                           Mte.Adair Alves de Almeida  (FMJ=-J )

 



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